A maternidade não tem dogmas

Olá. Voltamos a um dos assuntos que mais ocupa o meu dia, a maternidade. Desculpem a todas aquelas que já estão fartas do assunto mas sabem que nunca é demais? Há tanto que falar, mas acima de tudo, há tanto que desabafar! Esta vida de ser mãe e ser um Ser humano ao mesmo tempo, tem muito que se lhe diga, e é uma constante aprendizagem.Uma das coisas boas de ter sido mãe agora, é pelo facto de ter imensas amigas que também estão agora a passar pelo mesmo, isto dá um certo conforto, principalmente quando mandámos mensagens às 4 da manhã e estamos todas mais ou menos da mesma forma: uma a dar de mamar, outra a preparar biberão, outra adormecer novamente o bebé, eu sei lá. Mas acreditem que há quase sempre uma mãe de plantão! Quase todas nós, pelo menos as que conheço melhor (e são sinceras porque depois existem as perfeitas, mas essas agora não interessam nada) falamos a mesma coisa: a maternidade não é perfeita!

Os nossos filhos são a melhor coisa do mundo, são aqueles Seres que nos tiram a cara de cansaço com os seus sorrisos, mas também são eles que fazem as nossas olheiras chegar até aos joelhos. São eles que nos ensinam que não há verdades absolutas, dogmas ou fórmulas perfeitas. O que tiver de ser, será. Por isso mesmo passei a ter imenso cuidado com as minhas opiniões, principalmente quando do outro lado tenho uma mãe recém estriada neste crazy world. Gosto dos olhares de espanto quando digo que o meu bebé ainda não dorme a noite toda seguida – às vezes lá vai dormindo, mas não é a norma – olham-me como se estivesse a fazer algo de errado, e dizem-me que os delas dormem desde os 2 meses. Parabéns! Clap clap. Esta é uma das coisas mas há muitas mais que tenho ouvido ao longo destes 14 meses.

Por isso mesmo vem este post, não cheio de conselhos e “dicas”, mas antes cheio de vontade de vos dizer para serem felizes, seguirem o vosso instinto e acima de tudo, ouçam os vossos bebés. Eles vão nos dar as dicas, vão ser egoístas quando mais precisávamos de apoio mas sabemos que são bebés e só sabem ser isso mesmo, bebés, sem livros de instruções. Vivam a maternidade à vossa maneira, não se deixem vencer por supostas mulheres perfeitas porque sabemos que isso não existe.

Sejam felizes mamãs imperfeitas…na maternidade o único dogma é serem e fazerem o vosso bebé feliz, tudo o resto são teorias hipotéticas.

Bela♥

Fontes: imagens Fairy Style

Publicado por thefairystyle

Uma curiosa no geral, atenta e amante de ideias no particular. Adoro roupas, sapatos, cosméticos, viagens e malas, muitas malas :) para ter tudo bem junto de mim. A curious in general, and particularly attentive ideas lover. I love clothes, shoes, cosmetics, travel, etc.

10 opiniões sobre “A maternidade não tem dogmas

  1. É sempre assim, os filhos dos outros dormem toda a noite nos seus quartos desde que nasceram, não choram, fazem sestas de 5 horas e comem lindamente… Porque toda a gente sabe tratar de um bebé menos tu. É fazer de conta que não ouves :p

  2. A sério que aos 14 meses ainda te pressionam assim? Com certeza que não há ninguém que quisesse mais quero bebé dormisse toda a noite que tu. Realmente esta coisa da maternidade é mt injusta p as mães. Ontem li que no antigo Egipto amarravam os cadáveres dos bebés vítimas de morte súbita à mãe durante 3 dias p ela se sentir culpada. Parece que as coisas só mudaram de fachada.

    1. Sim Bárbara, ainda há quem diga que por exemplo não dormir a noite toda nesta idade não é normal e que tenho de ser mais dura e deixar chorar. Até acredito que seja verdade mas simplesmente não consigo. Depois há a alimentação, se dou pedaços de comida é perigoso, se dou sopa devias dar da nossa comida, se anda, se deixo gatinhar…enfim. Mas também se vai aprendendo a filtrar e a entender que na maioria das vezes não é por mal, mas antes porque todas queremos dar a nossa opinião, e contra mim se calhar também já estou a falar, que ao contar as minhas experiências poderei fazer o mesmo, mas simplesmente não julgo, acho que isso é fundamental.
      Fiquei chocada com esse facto histórico, que barbaridade!

      1. Provavelmente a maioria do comentários n são por mal, de facto. Mas todas essas coisas são normais, como sabes. N vês nenhum adulto a gatinhar por aí pois n? Lol
        Eu acho q me vou sempre deixar afetar 😒 espero q tu consigas filtrar ao máximo

      2. Pois é bem verdade 😉 mas essa questão do gatinhar foi tão natural cá em casa que nem sequer me passou pela cabeça contrariar, acho que não há mal algum, é uma forma de explorar o mundo…ok, logo me disseram “sabes que assim vai demorar para andar, porque como gatinha fica preguiçoso”, eu sei e até pode ser mesmo verdade, mas não vou simplesmente ir contra ao que ele começou a fazer de forma voluntária sem ninguém o ensinar. Há crianças que são assim e outras são de outras formas, o que fazer? Deixamos todas por mais que digamos que não, há sempre aquela frase ou palavra que fica a ecoar na cabeça, e nos momentos de maior cansaço lá vem ela nos bater na cabeça 🙂

      3. Esquece! Esta mania que as crianças têm de ser todas precoces… Recomenda-se n sei o quê p fazer qq coisa mais cedo mas p quê? Todos os adultos andam e não gatinham. Todos os adultos conseguem comer sólidos e sopa. Todos os adultos falam. Todos os adultos dormem e no seu próprio quarto. Quando ele estiver pronto vai fazer tudo. Eu não gatinhei e andei muito cedo e olha agora sempre a torcer os pés, n me serviu de nada, lol. O além disso, os nossos filhos têm de gatinhar p editar os irmãos de quatro patas 😂

      4. Ora ai está, a tua explicação é a melhor, quando me disserem “ah, ele gatinha?!” eu vou dar a tua resposta, e vou dizer que é recomendado que assim seja para que haja uma integração do bebé no meio-ambiente familiar, acabei agora mesmo de inventar 😉 Também sou dessa opinião, eu também não gatinhei e ao que parece ficava lindamente dentro do parque a brincar, algo que cá em casa não funciona a não ser que queira a Segurança Social a bater à porta devido aos prantos da criança. Ele gosta de liberdade e claro que isso é talvez mais desafiante para ele e também para mim que ando sempre de um lado para o outro a ver qual é a próxima coisa que ele vai tentar mexer, ou buraco que se vai enfiar. Realmente ser precoce não significa que tenhamos mais ou menos sucesso, mas agora existe uma tabela para tudo, tudo é medido e calculado e esquecemos talvez o mais importante, criar um Ser Humano estável, saudável e feliz, e sem que para isso tenhamos nós mães de ir para o manicómio 😛

      5. Lol! Aqui nada que seja deixá-la sozinha funciona… mas vai ter de usar o parque por causa da Carminho. Qd eu era pequena trepei o parque e atirei-me. A minha mãe teve de se atirar p o chão. Medicamente senão me engano deve-se andar até aos 18 meses, se quiseres mais um argumento p calar essa gente.

      6. Eu também passei imenso tempo no parque, a minha mãe lá conseguia me manter lá dentro com enumeras distracções, mas aqui o meu filho acha que isso é tipo uma prisão e ele não se acha nessa necessidade. Ele já anda só quando se apercebe, senta-se ou pede a mão. Eu também cheguei a cair do berço abaixo por uns minutos que a minha mãe se ausentou do meu quarto, e fiquei bem…vá, pelo menos acho que fiquei lol 🙂 Sim, ai em casa vais ter mesmo de habituar ao parque, acho que se for logo de pequena ela é capaz de aceitar bem, o problema aqui em casa é que ele começou a explorar o ginásio e depois o tapete e habituou-se a não ter “paredes” ;P

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